quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Visão Apostólica



Onde está o apóstolo nos dias de hoje? Eles foram apenas os doze? Nada disso. O apóstolo é aquele que traz os fundamentos para a igreja. Ele ajusta a “falsa doutrina” com a verdade que há em Cristo. Há muitos Prs. que na verdade são apóstolos. Geralmente, esses homens têm uma visão ampliada do reino de Deus implantado na Terra. Eles enviam pessoas e são enviados por Deus para fundamentar a igreja através das verdades e princípios bíblicos. Eles ajudam a restaurar esse fundamento. Nós estamos passando do pastoral para o apostólico nesse tempo. Aleluia! O apóstolo sempre olha para a base. Ele se preocupa com que a casa fique firme e não caia. Ele ajusta todas as mensagens a esses fundamentos básicos, que nada mais são do que as verdades eternas de Deus.
O texto de Éfesios capítulo 4 claramente mostra que Jesus ao ressuscitar “subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros e deu dons aos homens” (v.8 NVI). O texto de Efésios é citação do Salmo 68:18: “Quando subiste em triunfo às alturas, ó SENHOR Deus, levastes cativos muitos prisioneiros, recebeste homens como dádivas, até mesmo rebeldes, para estabeleceres morada.” (NVI)

Jesus deu (do grego “didomi”) dons aos homens. Significa que “Ele concedeu estes dons baseados na decisão de Sua vontade e não no mérito de seus recipientes.” (John MacArthur)

Após subir às alturas “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (v. 11-12 NVI).
É muito claro este texto que afirma que apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres foram designados por Jesus após a Sua ressurreição, e no caso específico de apóstolos, além dos primeiros doze apóstolos escolhidos antes de Sua ressurreição.

Ou seja, o Apóstolo Jesus Cristo designou e continua designando homens com estes dons ministeriais para que Seus santos sejam preparados e Seu corpo seja edificado. Os santos irmãos, deste modo, participam da vocação celestial.

“Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, como Ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.” (Hebreus 3:1-2 RA)

Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres que Jesus designou preparam os santos, aperfeiçoam os santos para a obra do ministério, para edificação do Corpo, “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (v. 13 RA)

Sem a presença ativa e reconhecida destes ministérios na Igreja os santos não podem ser aperfeiçoados para a obra do ministério e a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, enfim, a estatura da plenitude de Cristo não pode ser alcançado. Enfatizando, o objetivo destes ministérios dados aos homens (mulheres inclusive) é senão a preparação dos santos para que estes façam a obra do Ministério e assim sendo o Corpo de Cristo seja edificado e a maturidade advinda da plenitude do conhecimento de Cristo seja uma realidade.

Estes dons ministeriais atuam ou deveriam atuar hoje, ou seja, cada um realizando a sua função (todo o Corpo) para que atinjamos a medida da plenitude de Cristo.

É óbvio que a manifestação dos ventos de doutrina e a indução ao erro na atualidade devem-se ao fato de que os “apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres” segundo a designação de Jesus Cristo não esteja funcionando e atuando consoante a Verdade deste texto.

“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” (v. 15 NVI)

Vale salientar que cada parte deve realizar a sua função. E deve realizar sua função segundo a Verdade, isto é, segundo o que verdadeiramente significa ser apóstolo ou profeta ou evangelista ou pastor ou mestre. Porque a falsificação dos ministérios foi comum no primeiro século como também em toda a história e não é diferente hoje em dia.

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. DEle todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (v. 14-16)

As Escrituras previamente alertaram quanto aos falsos que haveriam de se introduzirem com o intuito de enganar os santos:

Falsos Profetas

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”(Mateus 7:15 RA)

“Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24:24)

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. (I João 4:1)

Falsos Mestres

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (II Pedro 2:1 RA)

“Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades.” (Judas 1:8 RA)

Falsos Apóstolos

“Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo.” (II Coríntios 11:13 RA)

“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos.” (Apocalipse 2:2 RA)

Falsos Evangelistas

“Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!” (II Coríntios 11:4 RA)

“O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:7-9 RA)

Falsos Pastores

“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.” (Ezequiel 34:1-3 RA)

“Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas.” (Judas 1:11 RA)

O significado da palavra “Apóstolo”

A primeira vez que aparece o vocábulo “apóstolo” no Novo Testamento é em Mateus 10:2:

“E, chamando a Si os Seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, Simão Cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.” (Mateus 10:1-4 RA)

1) Simão, chamado Pedro, 2) André, irmão de Pedro, 3) Tiago, filho de Zebedeu, 4) João, irmão de Tiago, 5) Filipe, 6) Bartolomeu, 7) Tomé, 8) Mateus, 9) Tiago, filho de Alfeu, 10) Tadeu, 11) Simão Cananeu, 12) Judas Iscariotes, o traidor.

Lucas 6:13 afirma que Jesus chamou Seus discípulos e escolheu doze dentre eles. A estes Ele deu “o nome” de apóstolos. O nome apóstolo é a transliteração da palavra grega “apóstolos”, que significa literalmente “alguém enviado” ou “enviado”.

“Apo” significa literalmente “de” e “stolos” (vem de “stello”), que significa “Eu envio”.

Dentro do Novo Testamento e em outras literaturas clássicas gregas, “apóstolo” simplesmente significa “alguém enviado como representante de outro, embaixador.”

A autoridade e o poder do representante são derivadas de quem o enviou. (Roger Sapp).

A palavra “apóstolo” aparece em torno de 70 vezes no Novo Testamento.

John Ekkard sugere que a palavra “apóstolo” precisa ser desmistificada, pois os apóstolos não eram “semi-deuses”, perfeitos e infalíveis. Eram humanos e continuaram humanos mesmo depois de terem sido escolhidos “apóstolos”. Eram pois susceptíveis a falhas, fraquezas e erros, embora dotados de caráter inquestionável.

Além dos 12 apóstolos, também, “apóstolo” é simplesmente alguém que recebeu uma graça de Deus para funcionar em um dos cinco dons ministeriais dados por Cristo.

“As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trouxe para as portas touros e grinaldas e, juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios.

Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante ã vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles” (Atos 14:11-15 RA)

Note que Barnabé e Paulo são nominados aqui no texto “apóstolos” e não tinham sido escolhidos por Jesus na mesma época em Ele escolheu Pedro, Tiago, João e os outros nove. Note ainda que Barnabé era um apóstolo além dos doze primeiros, pois ambos Barnabé e Paulo são reconhecidos no texto como “apóstolos”.

A palavra correspondente no Antigo Testamento, traduzida como “apostello / apostolos” na Septuaginta (aparece 700 vezes) é “schalach”.

A pessoa que recebe a comissão como apóstolo é exatamente como a pessoa que lhe comissionou, no sentido das seguintes palavras de Jesus:

“Quem vos recebe, a Mim Me recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo.” (Mateus 10:40-41 RA)

“O vocábulo “apostolos” foi usado originalmente pelos Gregos e Romanos para descrever um “agente diplomático” enviado para certos territórios para subjulgá-los, conquistá-los, convertê-los, instruí-los, treiná-los e estabelecer neles os novos elementos da cultura do império. Era geralmente um almirante ou comandante de uma expedição naval, alguém que abria novas fronteiras.” (John Eckard)

II Coríntios 5:20 diz: “De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”

Um embaixador é um diplomata de alto escalão do Governo, um agente diplomático acreditado por um Governo estrangeiro.

A palavra “missionário” (do latin) vem da mesma palavra “apóstolos” (do grego). Porém o “missionário” de hoje não refere-se necessariamente ao mesmo termo apóstolo do Novo Testamento quando se refere àqueles que foram designados para preparar os santos para a obra do ministério, para a edificação do Corpo.

Os primeiros apóstolos, os doze que Jesus escolheu ainda na Terra, sendo Judas Iscariotes substituído por Matias (Veja At. 1:20-26), e por derradeiro Paulo, são chamados de “apóstolos do Cordeiro”. Matias ou Paulo, um dos dois completam o número de doze apóstolos do Cordeiro.

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram.

Depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.

Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.” (I Coríntios 15:3-10)

O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos Cordeiro.” (Apocalipse 21:14)

Os apóstolos no Novo Testamento

Existem biblicamente os apóstolos que foram escolhidos por Jesus antes de Sua ressurreição e os outros apóstolos que foram dados aos homens por Jesus após a sua ressurreição.

1) Matias

“Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos.” (Atos 1:26 RA)

2) Barnabé

“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando.” (At. 14:14 RA)

3) Andrônico e Junias

“Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)

4) Tiago, irmão de Jesus

“Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.” (Gálatas 1:19 RA)

5) Judas e Silas.

“Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.

Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas.

Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram.” (Atos 15:22, 27 & 32)

6) Silvano e Timóteo

“Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam dadas.

(…) Nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos.” (I Tessalonicenses 1:1; 2:6-7)

7) Tito e outros dois irmãos

“Mas, graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós; pois, com efeito, aceitou a nossa exortação; mas sendo sobremodo zeloso, foi por sua própria vontade que partiu para vós.

E juntamente com ele enviamos o irmão cujo louvor no evangelho se tem espalhado por todas as igrejas; e não só isto, mas também foi escolhido pelas igrejas para ser nosso companheiro de viagem no tocante a esta graça que por nós é ministrada para glória do Senhor e para provar a nossa boa vontade; assim evitando que alguém nos censure com referência a esta abundância, que por nós é ministrada; pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens.

Com eles enviamos também outro nosso irmão, o qual muitas vezes e em muitas coisas já experimentamos ser zeloso, mas agora muito mais zeloso ainda pela muita confiança que vós tem.

Quanto a Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nosssos irmãos, são mensageiros das igrejas (no grego: apóstolos das igrejas), glória de Cristo. (II Coríntios 8:16-23 RA)

8) Epafrodito (embora seja identificado como apóstolo da igreja em Filipos)

“Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado (no grego, o vosso apóstolo) para me socorrer nas minhas necessidades.” (Filipenses 2:2)

Jesus deu dons aos homens e às mulheres

Os dons ministeriais não são exclusivos aos homens. Jesus batiza com o Espírito Santo e usa homens e mulheres igualmente. São discípulos de Jesus tanto homens quanto mulheres que para realizarem a obra de Deus necessitam dos dons de Deus.

“E cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres.” (Atos 5:14 RA). Lemos nas páginas do Novo Testamento sobre mulheres que atuavam no ministério com dons específicos:

“E entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam.” (Atos 21:8-9 RA)

“Saudai a Prisca e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.” (Romanos 16:2-4 RA)

“Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.” (Atos 18:24-26)

“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos.” (Tito 2:3-4 RA)

Parece controvertido para muitos reconhecer que Júnias seja uma “apóstolo”, ou tenha sido destacado seu ministério entre os apóstolos como tal.

“Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.” (Romanos 16:7 RA)

É fato que a palavra “apóstolo” no texto neo-testamentário grego não aparece no feminino, nem profeta, nem evangelista, etc.

Mas é claro no Novo Testamento o ensino que “em Cristo não há judeu nem grego, nem macho nem fêmea” e no Corpo todos somos membros uns dos outros.

O problema é que se confunde “ministérios” com o “governo” da Igreja, “ministério” com “presbitério”.

Os presbíteros, discípulos de Jesus, das comunidades ou cidades do Novo Testamento, constituídos pelo Espírito Santo para apascentarem, lideravam a igreja de Deus. Em cada cidade havia um grupo de presbíteros que pastoreava a Igreja de Deus. O pastoreio segundo o Novo Testamento era sempre exercido coletivamente e não individualmente.

“A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.” (Tito 1:5 NVI)

Pedro reconheceu a si mesmo um presbitério com e entre os outros e não superior a eles. É estranho ao Novo Testamento a prática de um “presbítero” ser superior aos outros, do mesmo modo que não havia nenhum apóstolo superior ao outro.

“Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles… pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. (…) Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” (I Pedro 5:4)

O vocábulo “presbyteros” no grego significa literalmente “mais velho”. Era considerado no mundo do Novo Testamento presbítero um homem acima de quarenta anos de idade.

É também fato incontestável que não há nenhuma menção no Novo Testamento do vocábulo “presbyteros” na forma feminina e nenhum nome de mulher atuando como “presbítero” em nenhuma das igrejas citadas no Novo Testamento.

Portanto, não se pode confundir ministério com presbitério. Não há nenhuma restrição no Novo Testamento de que mulheres possam exercer seus dons ministeriais conquanto o episcopado seja claramente e exclusivamente destinado aos homens.

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar.” (I Timóteo 3:1-2)

Vale lembrar que no mundo do Novo Testamento haviam presbíteros tanto no mercado, quanto nas praças, nas casas, nos postos governamentais, etc. como também haviam presbíteros nas igrejas. A palavra presbítero tem a ver com idade, portanto um jovem (do grego neóteros) não podia pastorear a igreja de Deus porque simplesmente não era “presbyteros” (mais velho).

E nem todo o presbítero (homem mais velho) da igreja era constituído “bispo” para pastorear o rebanho de Deus. Somente aqueles que preenchiam as qualificações bíblicas e eram escolhidos pelo Espírito de Deus, geralmente estabelecidos pelos apóstolos e nunca foram escolhidos pelos santos. É desconhecido no Novo Testamento o processo de eleição, onde crentes votam para escolher seus líderes.

Assim, quando a Palavra de Deus usa o termo “deu dons aos homens” não diz respeito somente aos homens. Uma mulher pode exercer o ministério pastoral, de ensino, de evangelista, de mestre, de profeta e de apóstolo, mas nunca no Novo testamento foi constituída como “bispo” para apascentar o rebanho de Deus.

Pastores no Novo Testamento

O uso do título de “apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre” é prática desconhecida no Novo Testamento, embora exista menção no Novo Testamento de apóstolos, profetas, evangelistas e mestres relacionados a homens e em algumas passagens a mulheres. Todas as vezes que a palavra, por exemplo, “apóstolo” aparece relacionada ao um nome descreve o que a pessoa é e o ministério que a pessoa exerce. Somente os doze primeiros apóstolos de Jesus receberam “o nome” de apóstolos.

Entretanto, não há nenhuma vez em que a palavra “pastor” no Novo Testamento tenha sido vinculada a homem ou mulher, senão exclusivamente a Jesus. A única vez em que aparece a palavra pastor relacionada aos homens ou às mulheres (aos santos) no contexto da Igreja é em Efésios capítulo 4 e mesmo assim relacionada ao dom ministerial e não a posição e nem a título. Refere-se a pastor no sentido do pastoreio de ovelhas (animais), como na Parábola das Cem ovelhas por exemplo.

Alguns exemplos:

“Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo. (Atos 13:1)

“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando” (Atos 14:14)

“Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.” (Atos 21:8)

Parece-me muito estranha a rejeição exacerbada de alguns líderes evangélicos quanto ao uso do nome ou do título “apóstolo” conquanto não tenham nenhum problema em insistirem com o uso do nome ou título de “pastor” especialmente no meio das denominações históricas”. Ai se usa sem nenhum constrangimento o adjetivo “reverendo”, que significa, dígno de ser reverenciado.

“E ele lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lucas 16:15)

Pastores no Antigo Testamento

Grande parte das vezes em que as palavras “pastor” ou “pastores” aparecem no Antigo Testamento relacionadas aos homens que lideram o povo de Deus estão inseridas num contexto de repreensão. Pastores no Antigo Testamento eram considerados os profetas, os reis, os sacerdotes e os “presbíteros, anciãos” do povo.

“E o Senhor me disse: A pérfida Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.

Vai, pois, e apregoa estas palavras para a banda do norte, e diz: Volta, ó pérfida Israel, diz o Senhor. Não olharei em era para ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira.

Somente reconhece a tua iniqüidade: que contra o Senhor teu Deus transgrediste, e estendeste os teus favores para os estranhos debaixo de toda árvore frondosa, e não deste ouvidos ã minha voz, diz o Senhor.

Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião; e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. (Jeremias 3:11-15 RA)

“A minha tenda está destruída, e todas as minhas cordas estão rompidas; os meus filhos foram-se de mim, e não existem; ninguém há mais que estire a minha tenda, e que levante as minhas cortinas.

Pois os pastores se embruteceram, e não buscaram ao Senhor; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos. (Jeremias 10:20-21 RA)

“Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.

E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor.” (Jeremias 23:2 & 4 RA)

“Ovelhas perdidas têm sido o meu povo; os seus pastores as fizeram errar, e voltar aos montes; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar de seu repouso.” (Jeremias 50:6 RA)

“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” (Ezequiel 34:2 RA)

“Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o Senhor dos exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e o fará como o seu majestoso cavalo na peleja.” (Zacarias 10:3 RA)

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. (Ezequiel 34:23 RA)”

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.” (João 10:6)

“Profetas e apóstolos mandarei”.

Jesus disse numa ocasião aos que O acusavam de expulsar demônios pelo poder de Belzebu e aos que para o experimentar lhes pedia que fizesse algum sinal o Reino de Deus tinha chegado, pois Ele expulsava demônios pelo Poder de Deus.

Na mesma ocasião um fariseu admirou-se de que Ele não se lavou antes de almoçar. É que Jesus rompia com as tradições e os costumes. Assim, repreendeu os fariseus e os doutores da lei e trouxe uma revelação inédita:

“Ele, porém, respondeu: Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos. Ai de vós! porque edificais os túmulos dos profetas, e vossos pais os mataram. Assim sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais; porquanto eles os mataram, e vós lhes edificais os túmulos.

Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.

Para que a esta geração se peçam contas do sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; desde o sangue de Abel, até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário; sim, eu vos digo, a esta geração se pedirão contas.

(Lucas 11:46-51 RA)

Jesus disse: “Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros.”

No contexto néo-testamentário profetas e apóstolos, e no Antigo Testamento no que diz respeito aos profetas, nunca foram populares com as autoridades. Por isto, foram perseguidos ou mortos.

Jesus disse que enviaria embaixadores (apóstolos) e profetas (porta vozes).

Apóstolos e profetas aparecem no Novo Testamento atuando juntos. Deus pôs na igreja primeiramente apóstolos e em segundo lugar profetas.

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